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Quanto de Energia Gasta uma TV Ligada 24 horas por dia

Quanto de Energia Gasta uma TV Ligada 24 horas por dia?

A televisão faz parte da rotina de praticamente todas as casas. Seja para ver notícias, séries, esportes ou deixar algo passando ao fundo, muita gente mantém o aparelho ligado por longos períodos, às vezes o dia inteiro. Mas surge a dúvida: quanto custa deixar a TV ligada 24 horas por dia?

Com a eletricidade cada vez mais cara, entender esse consumo ajuda a evitar surpresas na fatura e ainda contribui para um uso mais consciente dos aparelhos eletrônicos.

Quanto uma TV consome em 24 horas?

O gasto de energia varia conforme a tecnologia do aparelho e o tamanho da tela. Televisores modernos, como LED, QLED e OLED, normalmente apresentam consumo entre 50 W e 150 W por hora. Já modelos mais antigos, como os de plasma, podem ultrapassar com facilidade os 250 W, exigindo bem mais eletricidade para funcionar.

Mesmo ao pesquisar a melhor TV 43 polegadas, por exemplo, é importante observar essa faixa de consumo, pois modelos mais eficientes conseguem equilibrar bom desempenho de imagem com menor uso de energia no dia a dia.

Veja um exemplo prático:

Uma TV que utiliza 100 watts
Consumo em 1 hora: 0,1 kWh
Consumo em 24 horas: 2,4 kWh

Considerando uma tarifa média de energia em torno de R$ 0,60 por kWh, o custo diário aproximado seria:

2,4 × 0,60 = R$ 1,44 por dia

Custo mensal e anual de uma TV ligada direto

Mantendo esse uso contínuo:

Por mês: cerca de R$ 43
Por ano: aproximadamente R$ 525

Esse valor pode ser ainda maior se o modelo tiver brilho muito alto, for grande ou usar tecnologia menos eficiente.

O que influencia o consumo da TV?

O gasto elétrico de um televisor não depende apenas do tempo em que ele fica ligado. Existem vários fatores técnicos e de uso que alteram diretamente a quantidade de energia puxada da rede. Entender esses pontos ajuda a reduzir custos sem prejudicar a experiência de imagem.

Tecnologia do painel

O tipo de tela é um dos principais determinantes do consumo. Modelos LED utilizam iluminação traseira para formar a imagem e, por isso, já são bem mais eficientes que LCD antigos com lâmpadas fluorescentes.

TVs OLED funcionam de maneira diferente: cada pixel emite sua própria luz. Isso faz com que cenas escuras gastem menos energia, pois partes da tela podem simplesmente desligar.

Já as TVs de plasma, bastante comuns no passado, são conhecidas pelo alto gasto elétrico. Elas precisam manter células de gás excitadas o tempo todo, o que demanda mais potência.

Tamanho da tela

Quanto maior a área do painel, maior a quantidade de luz necessária para iluminar toda a superfície. Uma TV grande exige mais LEDs acesos ou mais pixels ativos, o que eleva o consumo. A diferença entre um modelo de 32″ e um de 65″, por exemplo, pode representar dezenas de watts a mais funcionando continuamente.

Configuração de brilho e modos de imagem

O nível de iluminação configurado no menu influencia muito. Modos como “Vivo” ou “Dinâmico” aumentam o brilho máximo, forçando o sistema de iluminação a trabalhar em intensidade elevada. Já modos “Padrão”, “Cinema” ou “Econômico” reduzem o esforço da tela, diminuindo o uso de energia.

Sensores de luz ambiente, presentes em alguns modelos, ajustam automaticamente o brilho conforme a iluminação do cômodo, evitando gasto desnecessário.

Standby e funções ativas em segundo plano

Mesmo com a tela apagada, a TV pode manter Wi-Fi, Bluetooth, atualizações automáticas e sistemas de inicialização rápida ativos. Esse consumo é pequeno por hora, mas contínuo. Ao longo do ano, pode somar um valor perceptível na conta de luz.

Tipo de conteúdo exibido

O que aparece na tela altera o gasto. Imagens claras, como jogos de futebol, programas de auditório e interfaces brancas, exigem maior intensidade luminosa. Já filmes escuros ou cenas noturnas podem consumir menos energia, especialmente em TVs OLED, onde pixels escuros praticamente não usam eletricidade.

Processamento interno e recursos ativados

Funções como taxa de atualização elevada, interpolação de movimento, upscaling de resolução e HDR exigem mais processamento do chip interno da televisão. Quanto maior a carga de trabalho do processador e dos circuitos, maior o consumo.

Condições do ambiente

Se o local é muito claro, o usuário tende a aumentar o brilho manualmente, elevando o gasto. Ambientes mais escuros permitem usar níveis menores de iluminação, reduzindo o consumo.

A TV em modo espera também gasta?

Sim. O modo standby mantém circuitos ativos. O consumo é pequeno, mas contínuo. Em um ano, esse gasto acumulado pode representar alguns reais extras na conta. Desligar na tomada ou usar filtro de linha com chave reduz esse desperdício.

Como diminuir o gasto de energia da televisão

Pequenas atitudes no dia a dia ajudam a reduzir de forma significativa o consumo elétrico da TV:

  • Desligar completamente o aparelho quando não estiver em uso.
  • Utilizar o modo econômico ou função “eco”, quando disponível.
  • Ajustar o brilho e o contraste para níveis moderados, evitando configurações muito altas.
  • Não deixar a TV ligada apenas como som de fundo sem ninguém assistindo.
  • Ativar o temporizador de desligamento automático (sleep timer).
  • Dar preferência a modelos com selo de eficiência energética, que consomem menos eletricidade.

Vale trocar uma TV antiga por uma nova?

Na maioria dos casos, sim. Televisores modernos podem consumir até metade da energia de modelos de 10 ou 15 anos atrás. A economia mensal pode compensar o investimento ao longo do tempo, além de oferecer melhor qualidade de imagem e recursos atuais.

Horário de uso interfere no valor da conta?

Em regiões com tarifa branca, sim. Nesse modelo, a energia custa mais caro no horário de pico (normalmente início da noite). Usar a TV fora desses períodos ajuda a reduzir a despesa mensal.

Como saber o consumo exato da sua TV?

A forma mais precisa é usar um medidor de energia (wattímetro). Ele mostra o consumo real em tempo real, permitindo calcular o custo diário com exatidão.

Conclusion

Deixar uma TV ligada o dia inteiro não parece pesado, mas ao longo do mês e do ano o impacto é relevante. O consumo varia conforme tecnologia, tamanho, configurações e hábitos de uso.

Com ajustes simples, escolha de modelos eficientes e uso mais consciente, é possível reduzir o valor da conta de luz sem abrir mão do entretenimento.

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